sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Querido Diário - Tópicos para uma Semana Utópica

SEGUNDA-FEIRA

Criar à partir do feio
Enfeitar o feio
Até o feio seduzir o belo.


TERÇA-FEIRA


Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de "pau duro".


QUARTA-FEIRA


Magia acima de tudo
Drogas, barbitúricos
I Ching
Seitas macabras
O irracional como aceitação do Universo.

QUINTA-FEIRA


Olhar o mundo com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com os olhos e com as mãos
Como fazem os mudos.

SEXTA-FEIRA


Assunto de familia:
Melhor fazer as malas
e procurar uma nova.

SABÁDO


Não adianta desperdiçar sofrimento
Por quem não merece
É como escrever poemas em um papel higiênico
E limpar o cú com os sentimentos mais nobres.


DOMINGO


Não pisar em falso,
Nem nos formigueiros de Domingo.
Amar ensina a não ser só
Sem fogos de São João
Em um céu sem lua
Mas reparar e não pisar em falso
Nem nas meias dos metrôs nos muros.

Esquinas sacanas comendo a rua

Porque amar ensina a ser só,
Lamente longe, por favor.
Chove sem fazer barulho.

Mas isso só entenderão aqueles que sabem ler palimpsestos.




Silêncio

Quero sair por aí
Dizendo que a vida é melhor que a morte


Que a alegria é melhor que a tristeza
E que os golpes de espadas passam
Mas só os beijos ficam.

A arte da Guerra Dentro da Gente




Aprendi a dormir nas pedras
E a me cobrir com as estrelas.
Aprendi a acordar
quando a a voz do vento deixa de adeus
e começa a dizer venha.
Aprendi a ouvir meu próprio coração
Aprendi a ter inimigos´.
Agora só dependo de mim mesma.

Isso é a arte da guerra dentro da gente.
Eu sou meu próprio General.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tesão


Acordou molhada,
Dos sonhos
Sádicos.

E como gostava
Dos sonhos
Sádicos

Sempre deixava
A porta aberta
Nas noites quentes.

E um belo dia

Acordou penetrada
Pelos homens 
Maus.




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ah, e então?



E se você dormisse?
E se você sonhasse?
E se, em seu sonho, você fosse ao paraíso
e lá colhesse uma flor bela e estranha?
E se, ao despertar, você estivesse com a flor entre as mãos?
Ah... e então?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ouse


Ouse, ouse... 
ouse tudo! Não tenha necessidade de nada! 
Não tente adequar sua vida a modelos, 
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. 
Acredite: 
a vida lhe dará poucos presentes. 
Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!
 Ouse, ouse tudo!
 Seja na vida o que você é, 
aconteça o que acontecer. 
Não defenda nenhum princípio, 
mas algo de bem mais maravilhoso: 
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!

Lou Andreas  Salome

Biografia

O álcool
                                     leva-me o fígado
o mecânico os braços
o político me convence
de que sou boneca de palha
e no aquário das esquinas
piranhas me atacam
deixando-me um esqueleto
exposta nas vitrinas.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Louvor do Corpo


Há os mais destros, eu sei.
Mas como este
corto ao tempo exato o gesto escuso,
assalto a noite, cruzo as horas
e me fujo galopando em potros verdes.

Há os mais forte, eu sinto.
Mas como este
ataco, esquivo-me e agrido
como posso.
Com este parto para o embate 
e com ele é que eu retorno
            - Se vencida.

Há os mais amados, me dizem.
Mas este sabe onde, e sabe como, e sabe quando
e nunca contaria
o que ouve e sente,
quando em seus leitos se entreabrem outros corpos
com segredos repentinos,
florações de ataque e paz.

Há os mais belos, os vejo,
nos coloridos do bronze
e no esplendor de mil caçadas.
Mas este me vai como luva,
e o enfio inteiro nos abraços
e o retiro intato do espelho.

Há os mais em tudo, e eu sei.
Mas deste é que eu me sirvo, 
este é o que me deram,
 este é o que alimento,
com este como, beijo e frutifico

e é com este que eu fecundo a própria morte.

A Intrusa



Ela queria entrar no meu poema
                                                 à força


Primeiro, meteu a perna
expondo a caxa.
(O poema resistindo.)
Depois as unhas pintadas.
Quando abriu a boca para o beijo
tirei todas as bilabiais do texto.
Restaram seus longos cabelos
cobrindo-me uma estrofe inteira.
Mas isto só verão aqueles
que sabe ler palimpsestos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

De que Riem os Poderosos?

De que riem os poderosos?
tão gordos e melosos?
tão cientes e ociosos?
tão eternos e onerosos?

Porque riem atrozes
como olimpicos algozes,
enfiando em nossos tímpanos
seus alaridos e vozes?

De que ri o sinistro ministro
com sua melosa angústia
e gordurosa fala?
Por que tão eufemístico
exibe um riso político
com seus números e levísticos
com recursos estatisticos
fingindo gerar o gênesis,
mas criando o apocalipse?

Riem místicos? ou terrenos
riem, com seus mistérios gozosos,
esses que fraudulentos
se assentam flatulentos
em seus misteres gasosos?

Riem sem dó? em dó maior?
ou operísticos gargalham
aos gritos como gralhas
até ter dor no peito, 
até dar nó nas tripas
em desrespeito?
Ah, como esse riso de ogre
empesteia de enxofre
o desjejum do pobre.

Riem a tripa forra?
riem só com a boca?
riem sobre a magreza dos súditos?
ou famintos da realeza?
riem na estrada
e riem mais
                          - na sobremesa?

Mas se tanto riem juntos
por que choram a sós,
convertendo o eu dos outros
num cordão de triste nós?


Vício Antigo


 Como é que uma garota
com 22 anos na cara
se assenta ante uma folha em branco de papel
 para escrever poesia?

Não seria melhor investir em ações?
Negociar com armas?
Exportar alimentos?
Ser engenheira, cirurgiã ou
Vender secos e molhados em um balcão?

Como é que uma garota
Com 22 anos na cara
Continuar diante de uma folha em branco
Espremendo seu já seco coração?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Onde o vazio e o nada se encontram

Amor Cristão


O Deus do Antigo Testamento é o personagem mais desagradável da ficção: ciumento e orgulhoso; controlador, mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico,
vingativo e sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco e sadomasoquista.

O fato de que bules em órbita e fadinhas do dente não podem ter sua inexistência comprovada não é considerado, por nenhuma pessoa racional, o tipo de fato que solucione um debate interessante. Ninguém se sente obrigado a comprovar a inexistência dos milhões de coisas fantásticas que uma imaginação fértil e brincalhona é capaz de sonhar.'

"A razão pela qual a religião organizada merece franca hostilidade é que ela é poderosa, influente, isenta de impostos e, além disso, sistematicamente transmitida a crianças que não têm idade suficiente para se defender."
Richard Dawkins

"O cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, 
não mereceria ser punido tão duramente quanto 
promete o cristianismo".

Nietzsche. 



"Quanto mais aprendemos, de menos deuses precisamos. 
A crença em Deus é somente a resposta de um mistério por outro mistério, dessa forma não respondendo nada".
Dan Barker.



"Algum homem primitivo um dia inventou a faca, 
para cortar peles e alimentos. Eis o cientista. 
Outro roubou seu invento e então o usou para matar. 
Eis o empresário. Outro regularizou aquele roubo e os assassinatos. Eis o político. Outro justificou a matança dizendo que era o desígnio de algum deus. Eis o religioso".

Francisco Saiz.


"A verdade nunca perde em ser confirmada".

Shakespeare (Pericles).



"O dia chegará em que a geração mística de Jesus pelo espírito santo no útero de uma virgem será comparado à geração de Minerva no cérebro de Júpiter".
Dário de Paiva.


"Dizer que um crente é mais feliz do que um cético é como dizer que um bêbado é mais feliz que um sóbrio".
George Bernard Shaw.


"Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, essa coisa continua sendo uma coisa estúpida".
Anatole France.


"A inspiração da Bíblia depende da ignorância da pessoa que a lê".
Robert G. Ingersoll, político e professor Americano.


"Sou ateu apenas porque Deus não existe. Se existisse e fosse como dizem as religiões, eu o odiaria!!!"
Mago do Verbo.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Por Aí

Se você me encontrar assim
Meio distante
Torcendo cacho
Roendo a mão
É que eu tô pensando
Num lugar melhor
Ou eu tô amando
E isso é bem pior, 
Se você me encontrar
Rodando pela casa
Fumando filtro
Roendo a mão
É que eu não tô sonhando
Eu tenho um plano
Que eu não sei achar

Se você me encontrar
Num bar, desatinada
Falando alto coisas cruéis
É que eu tô querendo um cantinho ali
Ou então descolando
Alguém pra ir dormir
Mas se eu tiver nos olhos
Uma luz bonita
Fica comigo
E me faz feliz
É que eu tô sozinha
Há tanto tempo
Que eu me esqueci
O que é verdade
E o que é mentira em volta de mim



CAZUZA


Mão - Abstrata

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Culpa de Estimação

Por onde eu ando
Levo ao meu lado
A minha namorada
Cheirosa e bem tratada
Não sei se o nome dela
É Eva ou Adão
É religiosa por formação
A minha culpa de estimação
Se alguém me ama
Ela diz que não
Se nem me notam
Ela diz:Por que não?

É a minha companheira inseparável
Sua fidelidade é incomparável
E me perdoa por não ter razão
A minha culpa de estimação
E me aceita a pior das taradas
Um ser mesquinho tropeçando no nada
Guarda segredo e diz que não é chantagem
Que ninguém vai saber das minhas bobagens
Me dá um calmante e diz que é para eu ser boa
A minha culpa de estimação
(Ela é de estimação)

CAZUZA

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Gênesis revisitada


1. No princípio criou o homem a mentira e a realidade.

2. A realidade era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o desespero do homem pairava sobre a face da mentira.

3. Disse o homem: haja sentido. Mas não houve sentido algum.

4. Viu o homem que o sentido era uma farsa; e fez separação entre o sentido e o nada.

5. E o homem chamou o sentido dia, e o nada noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

6. E disse o homem: haja um firmamento no meio das mentiras, e haja separação entre mentiras e mentiras.

7. Fez, pois, o homem o firmamento, e separou as mentiras que estavam debaixo do firmamento das que
estavam por cima do firmamento. E assim foi.

8. Chamou o homem ao firmamento ilusão. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo.

9. E disse o homem: ajuntem-se num só lugar as mentiras que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi.

10. Chamou o homem ao elemento seco utopia, e ao ajuntamento das mentiras futuro. E viu o homem
que isso era deveras incisivo.

11. E disse o homem: produza a ilusão relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem lapsos que tenham em si a sua semente, sobre a imperfeição. E assim foi.

12. A ilusão, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua angústia, segundo as suas espécies. E viu o homem que isso era o que podia fazer segundo suas limitações.

13. E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.

14. E disse o homem: haja conclusões no firmamento da realidade, para fazerem separação entre o real e o irreal; sejam eles para devaneios e para a estupidez, e para todos e ninguém;

15. E sirvam de conclusões no firmamento da realidade, para esclarecer a terra. E assim foi.

16. O homem, pois, fez as duas grandes conclusões: a conclusão maior para condenar a verdade, e a conclusão menor para governar a farsa; fez também os erros.

17. E o homem os pôs no firmamento da realidade para escurecer a terra;

18. Para governar a mentira e a verdade, e para fazer separação entre o ruim e o pior. E viu o homem que isso era natural demais.

19. E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.

20. E disse o homem: produzam as certezas variedades de amanhã; e voem os sonhos acima da sensatez no firmamento do céu.

21. Criou, pois, o homem a resignação tardia, e todos os seres viventes que se arrastavam por misericórdia, e toda incerteza que voava em piedade, segundo a sua espécie. E viu o homem que isso era indiferente.

22. Então o homem os abençoou, dizendo: multiplicai e condenai-vos, e enchei as palavras de contradições; e multipliquem-se as incertezas sobre a terra.

23. E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.

24. E disse o homem: produza a terra terrores temíveis segundo as suas espécies: hipocrisia, arrogância
e possibilidades selvagens de contradição segundo as suas espécies. E assim foi.

25. O homem, pois, criou as verdades selvagens segundo as suas espécies, e as verdades domésticas segundo as suas espécies, e todas as possíveis imperfeições da realidade segundo as suas espécies. E viu o homem que isso era inútil.

26. E disse o homem: façamos deus à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre o absurdo da realidade, sobre o presente desesperado de cada dia, sobre as misérias possíveis, e sobre toda a mentira, e sobre todo erro que se arrasta sobre a certeza.

27. Criou, pois, o homem o disfarce à sua imagem; à imagem das máscaras que o ocultam; dúvida e
certeza as criou.

28. Então o homem as abençoou e disse a elas: frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra até que apodreça; dominai sobre as depressões e neuroses, sobre as paranóias da realidade e sobre todos os desejos que se arrastam sobre a terra.

29. Disse-lhes mais: eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem torpor, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todos os fármacos em que haja tranqüilidade; ser-vos-ão para necessidade.

30. E a todos os descuidos da terra, a todas as mediocridades das idéias e a todo ser vivente que se arrasta sobre a piedade do solo pobre, tenho dado todas as ervas verdes como subterfúgio de um mundo apodrecido. E assim foi.

31. E viu o homem tudo quanto criara, e eis que era aquilo de que era capaz. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.



Arvore  da Vida

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Explicação

Está certo, deve-se respeitar a crença dos outros. Talvez a descrença seja apenas uma falta de imaginação. São tantas, tão variadas e tão literariamente atraentes as explicações metafísicas sobre o que, afinal, nós estamos fazendo neste mundo e o que nos espera no outro que não crer em nada, longe de ser uma atitude racional e superior, é uma forma de burrice. 
De não saber o que se está perdendo. O negócio é ser pós-moderno e desistir conscientemente do racionalismo, pois, se as explicações finais são tão impossíveis quanto as utopias – e a própria física, quanto mais descobre sobre o mundo, mais perplexa fica –, então o negócio é voltar à mágica e ao deslumbramento primitivo, que são muito mais divertidos.
É verdade que eu sempre achei a explicação de que não há explicação nenhuma, ou pelo menos nenhuma que o cérebro humano entenderia, a mais fantástica de todas, mas reconheço que é um sumidouro. Não a recomendo. Toda a força, portanto, à imaginação, a todas as escatologias, a todas as seitas e a todos os santos. Tudo se resume naquela música – ou é apenas uma frase? – do John Lennon, Whatever Gets You Through The Night. O que ajudar você a atravessar a noite, está certo. É difícil lidar com toda essa herança que a gente recebe junto com um corpo e uma mente, uma vida finita num universo infinito, sem nem um manual de instrução. No escuro, todas as respostas são válidas, todas as crenças são respeitáveis.
Eu, por exemplo, estou desenvolvendo a tese de que a explicação de tudo está na alcachofra. Ainda não sei bem onde isto vai me levar, mas sinto que estou perto de uma revelação. Deus é uma alcachofra. Quando desenvolver melhor a idéia, volto ao assunto.


Auto -retrato incognito

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak


Primeiro, as cores
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tenho



EIS UM PEQUENO FATO
Você vai morrer

UMA PEQUENA TEORIA
As pessoas só observam as cores do dia no começo e
no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde
através de uma multidão de matizes e entonações,
a cada momento que passa. Uma só hora pode consistir
em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los.

UM ANÚNCIO TRANQUILIZADOR
Por favor, mantenha a calma, apesar da ameaça anterior.
Sou só garganta...
Não sou violenta.
Não sou maldosa.
Sou um resultado.

OUTROS PEQUENOS FATOS
Às vezes eu chego cedo demais.
Apresso-me,
e algumas pessoas se agarram
por mais tempo à vida do que seria esperável.



“Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei: do que os humanos são capazes.”


“...como o ser humano é contraditório. Um punhado de bem, um punhado de mal. É só misturar com água.”

“...em certas situações a gente aceita o que consegue.”

“Havia gente por toda parte, na rua da cidade, mas o forasteiro não poderia sentir-se mais só se ela estivesse deserta.”

“...estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.”

“Tive vontade de lhe explicar que constantemente superestimo e subestimo a raça humana – que raras vezes simplesmente estimo. Tive vontade de lhe perguntar como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes.”



“Quando a morte
 conta  uma história,
você deve parar
 para ler.”