quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Vou comer o Dia e o delicado da Vida


Demasiadas palavras, fraco impulso de vida,
Travada a mente na ideologia,
E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar entre o inseto e o inseticida...
Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
Amo arrastar algumas no caco de vidro, envergá-las pro chão, corrompê-las, - até que a ironia seja a expressão mais perfeita do pensamento.
O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível.                                                                                        
Sempre quis um amor que não se incomodasse
Quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor que não se chateasse diante das diferenças.
Pois viver, é algo tão espantoso que sobra pouco tempo para qualquer outra coisa.
Sempre quis um amor de abafar, (não o caso) mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente nas nossas mãos.
Sem senãos.

Sempre quis um amor que gozasse e que pouco antes
de chegar a esse céu se anunciasse.

Mas... meu coração galinha não quer mais amarrar frustração.
É minha cara falar, 
Não sou proveito... Sou pura fama....




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